domingo, 17 de maio de 2009

Trove a beleza, recite um poema

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Com muita alegria, recitar-vos-ei esse texto singelo. Sem muitas sinestesias e metáforas para obstruir vossas mentes... mas recheado de velhos conhecimentos outrora narrados pelo bardo.
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dade Média, a era dos cavaleiros, reis, servos de gleba, membros do clero e trovadores.


de D. Dinis
"Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo!
ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi há jurado!
ai Deus, e u é?"


Esse poema, era a conhecida Cantiga de amigo. E, como essa cantiga, muias outras existiam como as de: amor, escárnio e maldizer. Todas essas narradas pelos trovadores medievais, que muitas vezes vagavam pelas cidades fazendo seus poemas a partir de hitórias contadas ou fatos que chamem atenção.

Tanto que, esse post fala exatamente dos trovadores, bardos e menestréis.

> Trovadores:

Nobre, artista, geralmente da região sul da França. Carregava consigo instrumentos musicais tais como a alaúde e a cistre. Entoava e compunha cantigas. E, na maioria das vezes eram homens.

> Bardo

Na antiga história européia, o bardo era a pessoa responsável por transmitir histórias, poemas e lendas, recitadas oralmente em forma de cantigas. É considerado a raiz da música tradicional Irlandesa.

> Menestrel

Era um poeta bardo, que contava histórias de lugares distantes ou imaginárias em sua performace lírica. Com o passar do tempo e com a sofisticação das cortes, este fora substituído pelos trovadores, tonando em sua maioria, errantes e passando a se apresentar para os camponeses e outras pessoas comuns com as quais cruzava em seu caminho.

#P.S:

Alaúde:




Durante quase três séculos o alaúde ocupou um dos primeiros lugares na Históriada Música. Como instrumento acompanhador do canto foi insuperável pela suariqueza harmônica e pela delicadeza e riqueza tímbrica de sua sonoridade. Eratambém a sustentação harmônica dos grupos instrumentais, e para alaúde seescreviam os baixos cifrados, cuja execução e4xigia grande técnica e treinamentomusical. Boa parte das composições para alaúde foram escritas em tablatura.
(
http://www.violaomandriao.mus.br/historia/histcap3.htm)

> Cistre


O cistre ou a cítola é um instrumento musical, mais precisamente um cordofone beliscado.
É constituido por uma
caixa de ressonância periforme, com um fundo plano e uma boca com uma boca com uma rosácea, e por um braço com trastos, acabando por uma cabeça ligeiramente inclinada, com uma voluta. Ao longo da história a posição das cravelhas mudou, ora sendo frontais, ora sendo laterais.
O número de
cordas também foi mudando, mas a partir do séc. XVIII o número fixa-se em 6 pares de cordas. As cordas são metálicas e atravessam o cavalete, indo se fixar na parte inferior da ilharga através de pinos. A afinação também era diversa.
O cistre do séc. XIV era visulmente parecido com uma
viela. No período da seu florescimento (sécs. XVI–XVIII) a caixa foi ganhando o formato periforme. Em Itália o cistre foi perdendo popularidade no séc. XVIII, sendo substituído pelo bandolim, e na Alemanha foi perdendo popularidade no séc. XIX, a favor da guitarra. Em Inglaterra o cistre manteve a sua popularidade durante mais tempo, ganhando aí caraterísticas morfológicas próprias. O instrumento inglês chegou a ser introduzido em Portugal no séc. XVIII, sendo conhecido em Portugal por guitarra inglesa. (Wikipédia)

> Amigo: Na Idade Média, era equivalente a namorado.

Agradeço a paciência de meus fiéis súditos leitores perante esse humilde post. Desperdir-me-ei
recitando para vós:

Trovo cântigos a meu amigo
Oh, que tristeza! Não existe!
Mas me despeço trovando:
És tudo súditos, nada mais rima.

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That's All Folks! =3

*~Integra~*
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